terça-feira, 14 de junho de 2011

A convivência de Dilma Roussef com um governo exitoso como o de Lula da Silva irá sobressair mais dia, menos dia.

Via Escrevinhador

A necessária união em torno de Dilma Roussef

Por Izaías Almada
Neste último final de semana almocei com o meu filho mais velho, o André, para comemorarmos o seu aniversário. Ele é designer e trabalha num escritório de arquitetura e decoração de São Paulo. Conversa vai, conversa vem, entre uma boa perna de cabrito e uma caipirinha, ele me contou a história de uma sua nova colega de trabalho, que voltou há pouco tempo da Inglaterra. Em resumo, sua colega resolveu, após cinco anos na Europa, voltar para o Brasil e disse que no momento o nosso país é “a bola da vez” na Europa. Irônico, perguntei: Mas por quê? Samba, carnaval, futebol, corrupção? Não, disse o meu filho, ela diz que por lá o Brasil apresenta um novo perfil: um país que está vencendo a crise econômica, que apresenta um bom índice de empregos formais, que apresenta índice de crescimento compatível com a sua economia, que tem liderança na América Latina sem ambições expansionistas, etc. Um exemplo, afinal.

Curioso, pensei. Não é exatamente o quadro que o velho e insistente PIG, com seus jornalões, revistões e televisões nos querem fazer crer. Aliás, como já o fizeram durante os oito anos do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva. A mesma técnica do, sempre e quando puder, se criar fatos que possam ser explorados como uma perspectiva de crise política, encobrindo os fatos relevantes de programas do governo como o novo “Minha Casa, Minha Vida”, o “Brasil sem Miséria” (programa que atinge a 16 milhões de brasileiros), a defesa da indústria naval e petroleira do país, entre outros. Ou seja, a velha e surrada tentativa de esconder a incompetência de governos anteriores como os de FHC, Collor, Sarney et caterva…

A presidenta Dilma Roussef tomou posse há seis meses para um mandato de quatro anos. Com grande experiência em gestão e administração dos negócios públicos, depois de passar pelo Ministério das Minas e Energia e pela Casa Civil da Presidência, Dilma – pelo seu próprio currículo – ainda precisava ser testada num dos aspectos mais sensíveis para quem exerce a presidência de uma nação: as questões políticas. Nestas, muitas vezes, políticos mais experientes já escorregaram. Formar um ministério, por exemplo, é uma questão complexa num quadro de democracia representativa, onde o interesse do país é obrigatoriamente permeado por interesses e alianças que se fazem para alcançar a vitória, no caso, diante de adversários inescrupulosos, conservadores e de viés nitidamente antinacionais.

Há um compromisso da presidenta Dilma Roussef com o país e com os mais de 60 milhões de eleitores que a sufragaram. Esse compromisso passa pelo aprofundamento das políticas sociais de inclusão, pela defesa da indústria nacional, pela defesa da nossa soberania, pela integração sul americana, pela autodeterminação dos povos, pela paz mundial, para ficarmos nos exemplos mais sonantes. Dilma Roussef honrará esses compromissos, o seu passado político aponta nessa direção.

No momento em que parte da esquerda e da direita brasileira trocam acusações e afagos inconscientes (para gáudio da imprensa venal e calhorda) no afã de transformar o secundário em principal, mesmo que o ator coadjuvante seja passível de críticas ou de elogios, conforme o ponto de vista de seus autores, o país real vê-se refém de um matraquear infindável de argumentações do lado mais pobre do fazer político: a acusação sem provas e a defesa sem convicções. A esperteza é inerente ao ser humano. O uso que se faz dela é que poderá diferenciar um canalha de um homem de bem. E canalhas os há à direita e à esquerda. Não são poucos os Iagos que por aí transitam e que procuram um novo Otelo para a morte de Desdemona.

Preservar a presidenta Dilma Roussef é confiar na sua capacidade política de reverter situações que, porventura, escapem ao seu controle imediato ou a uma eventual assessoria equivocada. Ou, o que é pior, mas não menos verdadeiro, de não se perceber numa ou noutra questão os inúmeros interesses que circulam pelas salas do poder e que nem sempre são os interesses da maioria da população brasileira.

O Brasil, como todo adolescente, vive uma crise de crescimento. E de contestação da autoridade. Estamos no caminho de nos tornarmos de fato um país respeitado por todos. Os votos que depositamos nas urnas é sempre um voto de esperança e também de responsabilidade para quem os recebe. A convivência de Dilma Roussef com um governo exitoso como o de Lula da Silva irá sobressair mais dia, menos dia.

Os apaixonados debates que invadiram a blogsfera nos últimos cinco meses dão bem a idéia do que pode ser uma comunicação de ideias para um debate democrático, pois entre críticas e elogios ao novo governo, duras aquelas ou excessivamente encomiásticos esses, não macularam a comandante do processo. E ela precisará, com toda certeza, da compreensão e do apoio dos que, mesmo discordando de uma ou outra decisão, ainda confiam nas significativas promessas da sua campanha.

O confronto de opiniões nos chamados ‘blogs sujos’ (que é o melhor que se pode ler hoje em dia) vem mostrando na prática como se convive em democracia, numa demonstração inequívoca de como o velho jornalismo brasileiro se mostra cada dia mais ultrapassado e mofado, com jornais revistas e televisões repetindo-se uns aos outros, numa cantilena que começa a dar sono em anfetamina. A tal ponto, que basta alguém escrever umas páginas contra o ex-presidente e já ganha uma vaguinha na embolorada Academia Brasileira de Letras. No vizinho Peru, esse mesmo tipo de jornalismo dava como certa a vitória da candidata conservadora Keiko Fujimori como vencedora nas eleições presidenciais do último domingo. Foi o que se viu…

Junho começa bem. Ollanta Humala é o novo presidente peruano. Chávez vem ao Brasil para dar continuidade às suas reuniões trimestrais com o governo brasileiro, assim como fazia com o presidente Lula… e Dilma começa a mostrar a que veio.

A América Latina mostra em definitivo que não é mais a mesma dos desastrados governos neoliberais, cujos patrões e ideólogos renitentes do hemisfério norte lutam desesperadamente para encontrar uma solução para a crise econômica em que se meteram.

Izaías Almada é escritor, dramaturgo, autor – entre outros – do livro “Teatro de Arena: uma estética de resistência” (Boitempo) e “Venezuela povo e Forças Armadas” (Caros Amigos).


Leia outros textos de Reflexões

domingo, 12 de junho de 2011

As invenções da velha e o poder de gerar crise - lições

Da Agência Carta Maior

UM DESACORDO QUE NÃO TEM FIM
A velha mídia e suas contradições: sempre brigando com os fatos.
José Serra: "Palocci era o personagem forte de um governo hesitante e fraco" Datafolha: 49% consideram Dilma ótima ou boa. Em março eram 47%." Serra: "...Lula (é o) virtual tutor da presidente e, ao mesmo tempo, seu potencial causador de enxaqueca política até 2014"Datafolha: "64% apoiam e querem a participaçãode Lula no governo da presidenta Dilma Rousseff"



10/06/2011

Lições da crise

1. Bombas de tempo podem tardar a explodir, mas terminam explodindo.

2. Devem ser examinados exaustivamente os antecedentes de todos os que vão ocupar cargos públicos.

3. Uma vez estourada uma crise como essa, melhor desativá-la rapidamente. Deixar sangrar provoca danos muito maiores.

4. O zelo pela questão da ética publica, além de ser um fim em si mesmo, afeta diretamente os setores mais dinâmicos de apoio ao governo: militância de esquerda, movimentos sociais, juventude, artistas, intelectuais, formadores de opinião publica em geral. Deve-se cuidá-los como a menina dos olhos.

5. Quando mudar, tratar sempre de inovar na escolha de quadros. A politica brasileira precisa disso.

6. Acompanhar as mudanças com discurso que explica o significado delas.

7. A consciência das intenções de quem faz acusações pode ser clara, sem que elas deixem de ser verdadeiras.

8. A recuperação do prestígio da prática politica requer um cuidado estrito com a ética pública.

9. Não precipitar declarações incondicionais de apoio a pessoas que recebem acusações, antes do apuro rigoroso delas.

10. Os partidos devem ter suas próprias posições, mais além do apoio firme ao governo. Devem expressar os sentimentos e as posições da militância do partido, dos movimentos sociais e do campo popular.

11. Apoio do PMDB é sempre abraço de urso.

12. A mídia privada continua com grande poder de definir a agenda nacional e derrubar ministros.

13. Fazer política, exercer o poder não é atividade técnica, nem de repartição de cargos, mas uma combinação de persuasão e força, isto é, construção de hegemonia.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Posse da Ministra da Casa Civil, Companheira GleisiHoffmann

Do Youtube

Senador paranaense perdeu um ótima oportunidade de ficar calado... mas a vaidade!!!

Via Terror do Nordeste

Álvaro Dias chama pobre de preguiçoso

Senador Álvaro Dias diz que Bolsa Família estimula preguiça.


É muita cara-de-pau desse Álvaro Botox Dias.Um sujeito que solicitou a aposentadoria especial de ex-governadores, retroativa, no valor de  R$ 1,6 milhão, chama de preguiçoso uma pessoa que não tem nenhuma fonte de renda. (Gilvan)

Vivian Virissimo

Nesta segunda-feira (6), o programa Roda Viva, produzido pela TV Cultura de São Paulo, transmitiu entrevista com o senador e líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), no qual o político realiza críticas veementes ao programa Bolsa Família do Governo Federal.

“O Bolsa Família não tira ninguém da miséria. Mantém na miséria, porque estimula a preguiça, inclusive há gente que não quer trabalhar porque não quer ter carteira assinada para não perder o Bolsa Familia”, argumentou o tucano.

A opinião do senador está tendo grande repercussão na blogosfera brasileira gerando diversos comentários. Os beneficiários do Bolsa Família recebem entre R$ 32 e R$ 70 por integrante da família, por mês. Os comentários giram em torno da comparação o salário do senador que recebe R$ 26 mil, além de benefícios.

A TV Cultura é mantida pelo governo de São Paulo, atualmente administrada por Geraldo Alckmin (PSDB).




Sul21

domingo, 5 de junho de 2011

O mais importante a velha mídia sempre esquece

Do blog do Noblat

POLÍTICA

O Que Fica e o Que Passa

O que é realmente importante na informação que recebemos todo dia sobre o sistema político? E o que é secundário, referindo-se a coisas que não duram muito e apenas parecem ter maiores consequências?
Neste momento, por exemplo, o noticiário sobre a crise causada pelos problemas de Antonio Palocci domina os meios de comunicação. Ela é importante?
Certamente que sim, pois qualquer dificuldade que afete um ministro central no governo é relevante. Ainda mais se for alguém como ele, que foi, nos primeiros meses, quase um primeiro ministro.
Embora a crise seja, de fato, significativa, ela está longe de ser tudo que acontece no governo. E nem é tão original assim. Ministros em apuros são mais a regra que a exceção em nossa experiência recente.
Se alguém se desse ao trabalho de calcular quantos dias passamos, nos últimos 20 anos, sem que pelo menos um estivesse complicado, veríamos que não foram muitos.
O próprio Palocci já viveu essa história. No final do primeiro governo Lula, quando aconteceu o caso Francenildo, ele não era tão menos que agora. Como o ministro da Fazenda que contava com apoio unânime do empresariado e da mídia, e depois que vários de seus colegas tinham tombado vítimas do mensalão, achava-se que Lula dependia dele para sobreviver.
Pois bem, Palocci saiu, Lula ganhou a eleição e foi adiante para se confirmar como a maior liderança de nossa história (goste-se ou não dele).
Palocci pode estar vivendo, de novo, um inferno astral, mas isso não é fundamental. No médio e, especialmente, no longo prazo, sua permanência ou saída são secundárias. Como foram as de antecessores seus em governos passados.
Ministros são parecidos a outras pessoas insubstituíveis, das quais, como diz o ditado, os cemitérios estão cheios. 
As coisas que realmente importam são outras. Como o lançamento do programa Brasil Sem Miséria, que aconteceu enquanto olhávamos para a “crise”.
Se medirmos a centimetragem a ele dedicada pelos nossos maiores veículos ou o tempo nos telejornais de maior audiência, ficaríamos com a impressão que é um assunto quase insignificante. Pelo espaço e a atenção que recebeu, que o novo programa é apenas mais um na rotina da burocracia.
Na verdade, um pouco pior que isso. O tom da cobertura foi claramente negativo, com insinuações de que era uma manobra para desviar a atenção da opinião pública do que seria realmente importante, a “crise”.
Como se fosse sequer possível inventar um programa da complexidade do Brasil Sem Miséria na última hora. Como se não tivesse exigido meses de estudos e formulações preliminares. Como se seu lançamento não estivesse anunciado há muito tempo e não ocorresse no prazo estipulado antes da eclosão da “crise do Palocci”.
O programa passou a ser visto como uma pirotecnia algo ingênua. Foi reduzido a uma manobra, no fundo, inútil, pois incapaz de produzir suas “verdadeiras intenções”.
Tudo nele passou a ser enxergado a partir desse prisma. Até a cerimônia inicial. O número de convidados, a solenidade, os discursos, cada detalhe foi interpretado como parte de um “estratagema” diversionista.
O que pensavam? Que Dilma lançaria um programa desse porte às escondidas? Que ele não era suficientemente importante para justificar o evento?
É possível que nossa imprensa ache que faz “bom jornalismo” quando ignora, coloca sob suspeita ou trata como irrelevante um programa como o Brasil Sem Miséria. Que o certo é deixar tudo de lado e manter-se focada na “crise do Palocci”.
O curioso é que, ao comentá-lo, não se afirmou que era inviável, fantasioso ou irrelevante. Ninguém argumentou contra suas propostas concretas. Não foram questionadas suas metas ou estratégias.
Parece, portanto, que ela não discorda do programa. E não vê razões para duvidar que o governo tenha capacidade de executá-lo.
Apenas acha que é pouco importante, pelo menos em comparação com a “crise”. Será que é? Será que um programa destinado a solucionar, em quatro anos, o mais grave problema do Brasil pode mesmo ser considerado irrelevante? Para os 16 milhões de beneficiários, pode ser tudo, menos desimportante.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

sábado, 4 de junho de 2011

A verdadeira inclusão


Marize sai do Bolsa-Família para presidência de Cooperativa

2003 – Marize Rodrigues, 40 anos, casada, mãe de quatro filhos, ingressou no Bolsa-Família.
Depois integrou o Projeto Oficina Escola, iniciativa da Prefeitura de Osasco, na Grande São Paulo.
2007 – junto com outras companheiras, formalizou a Cooperativa de Costura Osasco, que agora preside e reúne 14 mulheres.
2011 – em maio, Marize se desligou Bolsa-Família por já ter condições de se manter financeiramente.
Hoje (02/junho), no lançamento do Brasil sem Miséria, ela discursou no Palácio do Planalto ao lado Presidenta Dilma: “Estou falando de presidente para presidente” …
“Por meio do Bolsa-Família, tive acesso a vários outros serviços. Terminei o ensino médio e estou estudando inglês”, acrescentou.
Por Zé Augusto, Do Blog Os Amigos do Brasil

sexta-feira, 3 de junho de 2011

PIB continiua a crescer: Velha mídia e oposição mais preocupados

Do Tijolaço

Os dados divulgados agora de manhã pelo IBGE são uma decepção para a turma do Brasil da “Roda Presa”
O Brasil cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2011, em relação ao último trimestre de 2010, ligeiramente acima do que era esperado pelos analistas de economia.  E subiu  4,2% em relação ao primeiro trimestre daquele ano. A taxa de crescimento nos últimos 12 meses foi de 6,2 %.
O crescimento, desta vez, ocorre com mais força no investimento – que avançou 1,2%, quando no trimestre anterior havia crescido 0,4% – do que no consumo, que cresceu 0,6%, contra uma alta anterior de 2,3%. Já os gastos do Governo aumentaram em proporção bem inferior à expansão do PIB: 0,8%.
Ou seja, não foram estes gastos que puxaram a expansão da economia.
A massa salarial real, nos últimos 12 meses, cresceu  5,9%, em valores reais.
O pessoal da “Roda Presa” vai ter de esperar até agosto, quando saem os resultados do 2º trimestre para comemorar a redução do crescimento – ou talvez até uma ligeira retração – na comparação com o trimestre anterior. É o resultado esperado das medidas tomadas para segurar o corcoveio inflacionário com que o “mercado” testou o Governo Dilma na área econômica. Mas não no acumulado do ano, porque não há qualquer sinal de que não vão se confirmar as taxas de crescimento anuais entre 4 e 5%.
Coloco aí ao lado um quadro elaborado pelo IBGE com os números já divulgados sobre a expansão econômica no mundo, considerando os dados do primeiro trimestre de 2011. Só a Alemanha, que está “bombando” em meio à uma cambaleante Europa supera a taxa brasileira. Mas, repare, no gráfico não está ainda o crescimento da China, que foi de 2,3 no trimestre. Não tenho os números da Índia, com quem dividimos o núcleo dos “Brics”, mas não devem ter sido superiores aos brasileiros, já que houve uma ligeira desaceleração da economia daquele país, basicamente causada pela decisão de proteger seu setor mineral da exportação predatória.
Tomadas as rédeas de uma inflação forçada pelo crédito – mas também pelas pressões políticas – o Brasil tem tudo para ter um segundo semestre de crescimento significativo.
E que não é exagerado, se a gente pensar que o Brasil cresce mais porque, na verdade, está “tirando o atraso”  de duas décadas em que aquele pessoal, o da “Roda Presa” estagnou a economia brasileira e nos fez patinar no desenvolvimento.