terça-feira, 25 de janeiro de 2011

COMIDA NA ESCOLA. EDUCAÇÃO COM MAIS QUALIDADE!

DO CONVERSA AFIADA
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Trevisan, Lula e 42 milhões de merendas escolares

Antoninho acha o PiG muito engraçado

O Brasil do presidente Lula e da presidenta Dilma distribui 42 milhões de merendas escolares por dia.

São distribuídas a alunos do ensino fundamental até quinze anos de idade.

Elas custam aproximadamente 50 centavos.

O Governo Federal (do presidente Lula) entrou com 30 centavos e as prefeituras entram com os outros 20.

(O governo do Farol de Alexandria entrava com 10 centavos.)

(A propósito: o amigo navegante conhece alguma obra do Farol que tenha utilizado cimento e tijolo ?)

Quem compra a merenda é a prefeitura.

E aí reside o perigo.

E aí entra o Antoninho Marmo Trevisan.

Ele montou uma grande rede com o apoio do Conselho Federal de Nutricionistas e o Conselho Federal de Contabilidade.

Como o apoio também da Microsoft, que o ajudou a subir o portal www.acaofomezero.org.br

Quem audita as contas são a Price e a KPMG.

Antoninho fez também uma parceria com o Banco do Brasil, que está em 4 mil municípios do Brasil.

Resultado: o Antoninho montou o programa “Ação Fome Zero” em 2 mil 273 municípios do País.

Cada cidade tem um contador e uma nutricionista, que fazem parte de um conselho para ficar de olho no prefeito.

E garantir que o dinheiro da merenda não desapareça.

E garantir o conteúdo nutricional da merenda.

São os monitores da merenda.

Antoninho resolveu criar o prêmio anual “gestor eficiente da merenda escolar” para prefeitos.

Eles contam no portal “histórias gostosas de se contar” – tem que ser experiências que possam ser replicadas em outras cidades.

No primeiro ano, 300 prefeitos se inscreveram.

Ano passado, 1 mil e 300.

Há um efeito de propagação, conta Antoninho.

Se você for ao mapa, verá que um prefeito inscrito induz, no ano seguinte, o prefeito vizinho a concorrer: ninguém quer ficar feio na foto da região.

E o que ganha o prefeito vencedor?

O direito de ir a uma festa e tirar uma foto ao lado do Lula.

Em novembro do ano passado, em Gramado, RS, num congresso anual com 6 mil de contadores, o Lula foi lá assinar um novo convenio e deu um show.

Antoninho observa com aquele sorriso maroto por trás dos bigodes que o PiG (*) espinafrou o lançamento do programa.

Desconfiou que a doação inicial, de R$ 3 milhões da empresa CBMM, fosse sumir em algum bolso.

Antoninho se diverte: os R 3 milhões estão lá, em caixa, devidamente aplicados.

Ele conta que voltou de Gramado para Brasília no avião do Lula.

(Cuidado, Antoninho, o Globo vai querer que você pague a passagem !)

Por um tempo, Lula contemplou o por de sol na Serra Gaucha e disse, “queria que a Marisa estivesse aqui para ver isso”.

Depois, chamou o Cesar Alvarez para examinar, página por página, por duas horas seguidas, o plano de inclusão digital através da banda larga.

Entretanto, traçava um galetinho esquálido.

Quando acabou, olhou pela janela: o sol já se tinha posto.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

NÚMEROS QUE INCOMODAM

PSDB, DEM e PPS perderam 44 cadeiras na Câmara desde a eleição de 2006

Do iG, via blog do esmael morais

Serra e Aécio se digladiam.

Enfraquecidos pela derrota nas urnas na última eleição presidencial, os partidos de oposição enfrentam disputas internas e ainda estão longe de definir uma estratégia conjunta no Congresso, que reabre seus trabalhos na próxima semana. Enquanto isso, nos Estados, os governadores oposicionistas demonstram querer um bom relacionamento com o governo Dilma Rousseff para conseguir mais recursos federais para obras e dívidas.

O entendimento é de que o papel de oposição não cabe aos Estados, que precisam de verba da União, mas sim das bancadas dos partidos no Congresso, especialmente PSDB, DEM e PPS.

O número de parlamentares que formam as bancadas oposicionistas, no entanto, vem diminuindo ano a ano. Juntos, os três partidos foram de 153 deputados em 2006 para 109 em 2010, uma redução de 44 cadeiras. O PSDB foi de 66 para 54, o DEM caiu de 65 para 43 e o PPS tinha 22 e ficou com 12 nas últimas eleições. A queda no número de parlamentares da oposição foi intensificada em 2003, início do governo Lula. Naquele ano, o PSDB elegeu 63, o DEM (então PFL) fez 75. Já o PPS, que era governista em 2003, elegeu 21 deputados. Quatro anos depois, caiu para 17.

O desafio agora é reorganizar a oposição depois da derrota sofrida nas urnas em outubro de 2010. Ao mesmo tempo, cada partido tenta solucionar disputas e rachas internos para enfrentar Dilma no Congresso.

O jogo tucano

O PSDB conseguiu definir seus líderes na Câmara e no Senado. Serão, respectivamente, o deputado Duarte Nogueira (SP) e o senador Alvaro Dias (PR). O problema maior é a disputa pelo comando do partido. A pendenga envolve tucanos mineiros e paulistas, com ex-governadores Aécio Neves e José Serra como adversários velados.

Candidato derrotado à Presidência da República, Serra está sem mandato, mas se posiciona para não ficar fora do jogo político. Tucano mais bem-sucedido no pleito de 2010, o ex-governador mineiro e senador eleito Aécio tenta fundar as bases para a sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2014.

O mineiro saiu na frente ao negociar com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a eleição de Duarte Nogueira como líder na Câmara. Também articulou com o colega paulista a pauta e o formato do primeiro programa do PSDB na TV, que vai ao ar em fevereiro. Homem de sua confiança, o publicitário Eduardo Guedes foi encarregado da produção.

Na disputa pelo comando do partido, Aécio trabalha para manter o deputado eleito Sérgio Guerra (PSDB-PE) na presidência do Diretório Nacional tucano. Ao mesmo tempo, articula a recondução do mineiro Rodrigo de Castro (PSDB-MG) na Secretaria-Geral tucana.

Serra nega querer disputar a Prefeitura de São Paulo, cargo que ocupou entre 2004 e 2005. Porém, não deixa claro se abre mão da presidência do PSDB. Nos bastidores, o ex-presidenciável articula a permanência de Luiz Paulo Velloso Lucas no Instituto Teotônio Villela, entidade ligada ao partido que terá uma receita de R$ 10 milhões este ano.

No comando do PSDB desde novembro de 2007, Sérgio Guerra trabalha, sobretudo, para minimizar a disputa interna no partido. “Não tem racha. Vamos ter um líder na Câmara por consenso e isso é positivo”, disse Guerra. “O futuro da oposição, porém, defende do que vai acontecer com o DEM”, completou.

As disputas no DEM

Parceiro do PSDB desde 1994 quando apoiou Fernando Henrique Cardoso para disputar o Palácio do Planalto, o DEM (ex-PFL) vive seu momento mais crítico desde a sua fundação em 1985. Em meio a trocas de farpas e traições, o partido prepara-se para mudar a Executiva Nacional no dia 15 de março.

Num primeiro momento, o senador reeleito José Agripino (DEM-RN) surgiu como nome de consenso para substituir o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência do partido. Na semana passada, porém, o ex-presidente da sigla, Jorge Bornhausen (SC), lançou o nome de Marco Maciel (PE), ex-vice-presidente da República.

Bornhausen é o principal membro do grupo integrado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que no ano passado chegou a negociar a fusão do DEM com o PMDB. O prefeito, que estuda nos bastidores a possibilidade de migrar para a sigla aliada a Dilma, tem por objetivos eleger o sucessor no ano que vem e candidatar-se a governador em 2014.

No Congresso, o DEM também enfrenta problemas para definir seu líder na Câmara. ACM Neto (BA) quer voltar à liderança da bancada, mas Marcos Montes (MG) tenta ficar com posto com o apoio do atual líder Paulo Bornhausen (SC). Filho de Jorge Bornhausen, ele integra o grupo adversário de Rodrigo Maia e ACM Neto.

“Caso não dê para evitar o racha, eu pretendo disputar a liderança no voto. Mas vou buscar diálogo e consenso até o último instante”, afirmou ACM Neto. “Nosso candidato a presidente do DEM é Agripino. Apesar do respeito que tenho por Marco Maciel, é Agripino o mais preparado para comandar o partido neste momento”, completou.

Articulação PPS-PV

O PPS, ex-PCB (Partido Comunista Brasileiro), que em alguns municípios ainda tem aliança com o PT, promete fazer oposição ferrenha ao governo Dilma no Congresso. O PPS é um dos principais aliados do PSDB nos dois maiores Estados comandados por tucanos. Em São Paulo, Alckmin nomeou o deputado Davi Zaia na secretaria de Emprego. Em Minas, o deputado Alexandre Silveira ficou com a pasta de Gestão Metropolitana no governo Anastasia.

Agora, o presidente da sigla, deputado Roberto Freire (SP), tenta atrair o PV. “Estamos conversando com o PV para a formação de um bloco na Câmara. Devemos ter uma posição antes do início dos trabalhos”, afirmou. O recesso na Casa termina no dia 1º de fevereiro.

Se conseguir atrair o PV, o PPS pretende reunir número suficiente de parlamentares para conquistar lugares na Mesa Diretora e nas comissões da Câmara. Inicialmente, o convite para formação do bloco foi feito para PSDB e DEM, que rejeitaram a ideia.

“Estamos marchando para fechar o bloco com o PPS”, disse o presidente do PV, o deputado eleito José Luiz Penna (SP). Segundo ele, no entanto, os verdes não têm nenhum comprometimento em fazer oposição ferrenha ao governo Dilma. “Não temos tradição de oposição, sempre tivemos uma postura mais propositiva”, afirmou. Além das propostas, é claro, o PV quer aumentar seu espaço no Congresso.

O principal interlocutor do PV com o PPS é Sarney Filho, também conhecido como Zequinha Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Logo após o primeiro turno, quando Marina Silva saiu da disputa presidencial, Zequinha afirmou que trabalharia para que o PV fechasse com Dilma, o que não ocorreu nem após as eleições.

Ao falar sobre a possibilidade de seu partido se unir ao PPS no Congresso, Zequinha nega a afinidade com PSDB e DEM, ao lado dos quais fez oposição nos últimos quatro anos. “Não temos nada a ver com DEM e o PSDB. Não somos oposição. Somos independentes”, disse Sarney Filho. “É o PPS que estaria deixando a oposição para se tornar independente”, afirmou.

O interesse do PV era que Zequinha ficasse com o comando da Comissão de Meio Ambiente no governo Dilma. “Não fomos chamados para conversar sobre nada”, disse Penna.

Prostíbulos do capitalismo

DO VI O MUNDO

Emir Sader: Prostíbulos do capitalismo

Nesses territórios se praticam todos os tipos de atividade econômica que seriam ilegais em outros países, captando e limpando somas milionárias de negócios como o comércio de armamentos, do narcotráfico e de outras atividades similares.

Os paraísos fiscais, que devem somar um total entre 60 e 90 no mundo, são micro-territórios ou Estados com legislações fiscais frouxas ou mesmo inexistentes. Uma das suas características comuns é a prática do recebimento ilimitado e anônimo de capitais. São países que comercializam sua soberania oferecendo um regime legislativo e fiscal favorável aos detentores de capitais, qualquer que seja sua origem. Seu funcionamento é simples: vários bancos recebem dinheiro do mundo inteiro e de qualquer pessoa que, com custos bancários baixos, comparados com as médias praticadas por outros bancos em outros lugares.

Eles têm um papel central no universo das finanças negras, isto é, dos capitais originados de atividades ilícitas e criminosas. Máfias e políticos corruptos são frequentadores assíduos desses territórios. Segundo o FMI, a limpeza de dinheiro representa entre 2 e 5% foi PIB mundial e a metade dos fluxos de capitais internacionais transita ou reside nesses Estados, entre 600 bilhões e 1 trilhão e 500 bilhões de dólares sujos circulam por aí.

O numero de paraísos fiscais explodiu com a desregulamentação financeira promovida pelo neoliberalismo. As inovações tecnológicas e a constante invenção de novos produtos financeiros que escapam a qualquer regulamentação aceleraram esse fenômeno.

Tráfico de armas, empresas de mercenários, droga, prostituição, corrupção, assaltos, sequestros, contrabando, etc., são as fontes que alimentam esses Estados e a mecanismo de limpeza de dinheiro.

Um ministro da economia da Suíça – dos maiores e mais conhecidos paraísos – declarou em uma visita a Paris, defendendo o segredo bancário, chave para esses fenômenos: “Para nós, este reflete uma concepção filosófica da relação entre o Estado e o indivíduo.” E acrescentou que as contas secretas representam 11% do valor agregado bruto criado na Suíça.

Em um país como Liechtenstein, a taxa máxima de imposto sobre a renda é de 18% e o sobre a fortuna inferior a 0,1%. Ele se especializa em abrigar sociedades holdings e as transferências financeiras ou depósitos bancários.

Uma sociedade sem segredo bancário, em que todos soubessem o que cada um ganha – poderia ser chamado de paraíso. Mas é o contrário, porque se trata de paraísos para os capitais ilegais, originários do narcotráfico, do comercio de armamento, da corrupção.

Existem, são conhecidos, quase ninguém tem coragem de defendê-los, mas eles sobrevivem e se expandem, porque são como os prostíbulos – ilegais, mas indispensáveis para a sobrevivência de instituições falidas, que tem nesses espaços os complementos indispensáveis à sua existência.

Blog do Emir Sader, sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP – Universidade de São Paul

domingo, 23 de janeiro de 2011

Falando sobre a política de hoje (e de ontem)

Do Portal Luis Nassif

Lições contemporâneas sobre a política

Por maria nadiê rodrigues


Quanto à últimas eleições, acho que a maioria dos eleitores se questionava sobre a polarização entre PSDB e PT. Neste havia a indicação por Lula de uma mulher desconhecida, com cara de braba, sem nenhum carisma, apenas com algumas ações já implementadas como Ministra, mas que não ressoava aos ouvidos de quem está longe da política. Serra, que já se mostrara antes um candidato antipático, falso no agir e falar, também sem carisma algum, deixava até os que são contra os tucanos a pensar e se perguntar por que não Aécio? Na demora em encontrar um vice, o Dem impôs um candidato inexpressivo, sem ética, e bobo. E o resultado dessas eleições não foi mais desastroso por falta de espaço, sabemos, sim, que depois de Collor, nunca se viu um candidato da oposição ser menos preparado e infeliz que José Serra e seu partido. Atirando pra todos os lados, promoveram um clima de muita intolerância religiosa, racial, entre outras mais, por pretenderem ganar as eleições a qualquer custo.

Pensando bem, Serra e tucanos em geral, foram um mal necessário na campanha de 2010. As consequências serviram muito para que o povo entendesse melhor os bastidores da política suja, da imprensa-lixo, e de pessoas oportunistas, que cheias de ódio na alma, mostraram a cara, o nome e o endereço. Esse mal está em andamento, ainda que mais timidamente. Acontece que são ações odiosas para um povo que não está acostumado a abrir o verbo se não aceita as diferenças do semelhante. A Justiça, mal ou bem, já atuou em relação a Mayara, o que serviu de bom exemplo, e assim a gente pode vislumbrar um futuro melhor, ou menos obscuro nesse mister.

Eu, em particular, não sou radical em relação aos tucanos. Vejo que entre eles existem pessoas muito qualificadas, independentemente de serem paulistas ou não. Por isso, entendo que mil vezes um Aécio, ou outro mais qualificado que Serra, teria dado uma tintas mais fortes e brilhantes ao quadro que se apresentou durante a campanha. Isso pra colocar que se eu me detenho, às vezes, em atacar José Serra, é porque ele foi e está sendo um político de uma postura bastante duvidosa quanto ao seu caráter. Não tem a menor vergonha em administrar mal a maior cidade do País, nem se propõe, de forma convincente, a amar a sua nação. sua postura é de um político vaidoso, arrogante, capaz de qualquer coisa pra ser Presidente, e se um dia for, será, ao que vemos nele, o pior de todos os tempos, porque não sente a alma do povo, não cativa os mais carentes, sobretudo se mostra competente pra continuar a política de FHC, que mais serve ao Estrangeiro que ao Brasil.

Se não existisse Azeredo em Minas o Operador Marcos Valério jamais teria sido conhecido pelo povo brasileiro. Foi em Minas, na terra do Careca, que se deu início àquela porcalhada toda. Achando fácil enriquecer ilicitamente, encontrou ambiente propício entre os calhordas do PT, PTB, e outros partidos, já no governo Lula, e prosseguiu com suas manobras. Mas, afora esse episódio dramático por que passou Lula na condição de Presidente da República, o mais correu em águas tranquilas. Até o último dia de seu segundo mandato, Lula foi extraordinário, embora falando meio errado, apesar de algumas tiradas não muito éticas, porém ele foi o que é, e disso é que o povo gosta.

Dilma foi surpreendendo a cada dia. Começou meio travada, indecisa, por falta de experiência como política, porém evoluiu, e hoje, pelo menos até agora, está caminhando como deve: sendo propositiva, séria, apresentando um perfil antes desconhecido de alguém que pode se tornar uma grande Presidente, que o que todos esperamos. Aliás, nem todos. Se a turma do contra diz que o propósito dela é cair de pau no novo governo, significa que tudo fará para que ele não dê certo, tal como fizeram em relação ao governo passado. Graças a Deus, o congresso se formará de uma maioria suficiente para dar amparo às medidas que tiverem que ser tomadas.

Pra encerrar, até as desgraças ocorridas nas Serras Fluminense podem servir, e muito, para que o novo Governo reforce os programas do PAC, assumindo de uma vez por todas as questões que envolvem a misérias de quem vive em situações de risco, apagando da nossa memória essas cenas tristes que vemos acontecer em todas as regiões do nosso Brasilzão.

Até que enfim... o fim.

Do Direto da Redação

As mais recentes revelações do site WikiLeaks mostram uma faceta do ex-senador Heráclito Fortes (foto) que muitos já imaginavam existir. O ex-senador prefere negar, como outros indicados pela WikiLeaks o fizeram. Heráclito não tem coragem de admitir ter sugerido ao então embaixador estadunidense Clifford Sobel que o governo dos Estados Unidos estimulasse a produção de armas no Brasil para conter supostas ameaças de Venezuela, Irã e Rússia, como revelou o site WikiLeaks.

O povo do Piauí julgou este senhor nas urnas, impedindo que ele tivesse mais oito anos de mandato no Senado. Na verdade, o Piauí livrou-se de um político pernicioso aos interesses nacionais. Quando Heráclito Fortes tinha mandato, os meios de comunicação de mercado lhe proporcionavam grandes espaços, sobretudo ao criticar pontos positivos da política externa do governo Lula e o próprio Presidente da República. Portanto, o Brasil consciente agradece ao povo do Piauí por mandar este Heráclito Fortes para o lixo, de onde se espera nunca mais saia.

Tem políticos do Demo e do PSDB que continuam por aí seguindo a mesma linha de Fortes. As revelações do site WikiLeaks mostram também como são promíscuas as relações de alguns políticos brasileiros com diplomatas estadunidenses.

A patota do Heráclito Fortes e adjacências não vai gostar nada da informação segundo a qual o governo da Venezuela anunciou ter ampliado suas reservas petrolíferas para 297 bilhões de barris. Se o fato for mesmo confirmado pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a República Bolivariana da Venezuela se transformará no país com a maior reserva de petróleo do mundo, maior até do que a Arábia Saudita, aliadíssima dos Estados Unidos.

Falando em mundo árabe, a Tunísia está dando um exemplo de como é fundamental a mobilização popular. O povo nas ruas tirou um ditador corrupto, Zine El Abidine Ben Ali, que fugiu exatamente para a Arábia Saudita, levando ouro e tudo mais para viver nababescamente.

Na área de imprensa, os jornalistas tunisinos estão fazendo uma revolução que deve servir de exemplo em muitas partes do mundo. Segundo o Le Monde, ao levarem a cabo a “Revolução do Jasmim”, os jornalistas estão assenhoreando-se da linha editorial nas redações, sem, por enquanto, exigir a saída de sua direção. Formam comitês de redação nos meios de comunicação do Estado, nos jornais privados vinculados ao antigo regime e até naqueles do ex-partido no poder, a União Constitucional Democrática, cuja dissolução as massas populares estão a exigir nas ruas. «Somos nós que vamos decidir doravante a linha editorial», garantiu o jornalista Faouzia Mezzi. O jornalista Taukif Ben Brik, ferrenho opositor do regime de Ben Ali, será candidato na eleição presidencial que deverá ocorrer dentro de seis meses.

Os donos do poder na Tunísia querem trocar o seis pelo meia dúzia, ou seja, que permaneça no poder o esquema anterior, apenas com a saída de Ben Ali. O povo e os jornalistas não aceitaram o jogo e almejam um novo país, sem esquemas corruptos e ditatoriais, do tipo que se subordina sem pestanejar aos ditames do mercado financeiro. O povo percebeu a manobra e segue nas ruas exigindo virar a página em definitivo.

Por aqui seguimos sob o impacto da tragédia na região serrana. Um esclarecimento, o que houve na região serrana não foi o evento natural com o maior número de mortos. O maior até agora ocorreu em 1967 na Serra das Araras, quando a encosta desabou matando entre 1.500 e 1700 pessoas, cujos corpos ficaram lá mesmo e não foram encontrados. Como naquele ano o país vivia em plena ditadura, muitas informações foram omitidas, mas não dá para esquecer o fato, como fizeram os jornalões e telejornalões de hoje.

E, para finalizar, vale assinalar que o município de São Lourenço segue sob a influência nefasta da Nestlé, que vem utilizando os poços de água mineral daquela cidade para fabricar água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões.

Segundo informa a jornalista Carla Klein, para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. E a desmineralização de água é proibida pela Constituição. Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais em larga escala as águas minerais naturais, o que pode ter reflexos em outras cidades vizinhas.

Tem mais: como na Europa a campanha contra a Nestlé se intensificou e conta com apoio de Igrejas que denunciam o que acontece em São Lourenço, o próprio presidente da empresa tinha cedido às pressões e prometeu o fim dos trabalhos na cidade mineira. Aí sabem o que fez o governo tucano de Aécio Neves logo após a promessa do chefão da Nestlé? Baixou portaria regulamentando a atividade da empresa em São Lourenço. Ou seja, permitiu que a empresa multinacional continuasse a fazer o que sempre fez na corrida pelo lucro em detrimento da população. E tudo isso acontece sob o silêncio da mídia de mercado, que tem a Nestlé como grande ($$$$) aliada.


É correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de São Paulo e editor internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do seminário Brasil de Fato. É autor, entre outros livros, de América que não está na mídia, Dossiê Tim Lopes - Fantástico/IBOPE

sábado, 22 de janeiro de 2011

Abastados paulistanos querem impedir moradia de pobres

Via blog Os amigos do Presidente Lula

Elite Branca tenta barrar construção de moradias populares e obra em favela


Insatisfeitos com as obras de urbanização da favela do Real Parque (zona oeste de São Paulo), moradores da elite paulistana de nove condomínios de alto padrão da região acionaram o Ministério Público para que a construção de moradias populares executada pela prefeitura seja paralisada.

Em documento entregue ao Ministério Público no início deste mês, os moradores de condomínios de luxo alegaram que as obras da prefeitura começaram sem a conclusão de estudos de impacto ambiental e de trânsito na região por causa do núcleo habitacional.

Além disso, eles reclamam que a Secretaria Municipal de Habitação alterou o projeto inicial e ampliou a área ocupada hoje pela favela em 40% -ficou 14.524 m2 maior, dizem.

Atualmente, a favela do Real Parque tem cerca de 6.000 moradores. O objetivo da prefeitura é que todos eles passem a ocupar os 1.135 imóveis que estão sendo construídos no bairro.

A obra, que começou em outubro do ano passado, está orçada R$ 140,8 milhões. A previsão é que seja concluída em abril de 2013, segundo a prefeitura.

O secretário de Habitação, Ricardo Pereira Leite, disse à coluna Mônica Bergamo que a política de habitação "não é de higienização, aquela de levar os moradores das favelas para a periferia".

Diante das reclamações, moradores da favela dizem que estão sendo discriminados e que já chegaram a ouvir pedidos de que as lavanderias dos apartamentos não fiquem de frente para os vizinhos de luxo.

"Eles acham que somos menos do que eles, por isso não nos querem como vizinhos", afirmou a dona de casa Josefa Alves, 38, que há 20 anos vive na região.

"Convivo com eles há 15 anos. O problema é como a prefeitura tem conduzido a discussão" , disse o administrador Luiz Neto, morador de um dos prédios de luxo.

"O projeto não está bom nem para nós nem para eles", acrescentou Neto, que disse ter sido avisado das mudanças no projeto original por umafuncionária de sua casa que mora na favela.O Ministério Público informou que ainda está analisando a documentação apresentada pelos condomínios.

Informações da Folha de SP

American Dream e a falência econômica no mundo

Via Terror do Nordeste